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Nova Lei de Seguros (Lei nº 15.040/2024): o que muda na prática e os impactos estratégicos para o mercado segurador

  • Foto do escritor: Bruna
    Bruna
  • 9 de abr.
  • 2 min de leitura

Lei 15.40/2024

A entrada em vigor da Lei nº 15.040/2024 representa uma das mudanças mais relevantes no setor segurador brasileiro nas últimas décadas.

Mais do que uma atualização normativa, a nova lei altera a forma como risco, contrato e operação se conectam, com impactos diretos em governança, capital e estratégia das seguradoras.

Neste artigo, analisamos os principais efeitos práticos da nova Lei de Seguros e os riscos associados à sua implementação.


O que muda na prática com a nova Lei de Seguros?


1. Redução da assimetria informacional e impactos na judicialização

A nova legislação reforça o dever de clareza nas apólices, exigindo que coberturas, exclusões e riscos sejam descritos de forma objetiva.

Na prática, isso:

  • reduz margens interpretativas

  • aumenta a transparência contratual

  • exige maior consistência entre produto, contrato e comunicação

Do ponto de vista estratégico, há impacto direto na judicialização e na gestão de sinistros.


2. Boa-fé como elemento operacional

A boa-fé passa a ter efeito prático nas operações das seguradoras.

Isso significa:

  • maior rigor na coleta e validação de informações

  • necessidade de revisão dos processos de subscrição

  • aumento da responsabilidade na relação com o cliente

Falhas nesses processos podem gerar riscos operacionais, contratuais e reputacionais.


3. Prazos legais e pressão sobre a operação

A definição de prazos mais objetivos para aceitação de propostas e pagamento de sinistros aumenta a previsibilidade regulatória.

Por outro lado, exige:

  • maior eficiência operacional

  • integração entre áreas técnicas e operacionais

  • controle mais rigoroso de processos

Estruturas não preparadas podem enfrentar riscos de descumprimento regulatório.


4. Limitação ao cancelamento unilateral

A nova lei restringe o cancelamento unilateral sem justificativa, aumentando a proteção ao segurado.

Como consequência, as seguradoras precisarão:

  • aprimorar critérios de subscrição

  • monitorar continuamente o risco

  • revisar políticas de gestão de carteira

O impacto é técnico, atuarial e estratégico.


5. Governança contratual como elemento estratégico

A Lei nº 15.040/2024 eleva o nível de exigência sobre:

  • subscrição

  • gestão de sinistros

  • comunicação com clientes

  • controle de cláusulas contratuais

Nesse contexto, a governança deixa de ser apenas um requisito regulatório e passa a atuar como um elemento essencial para a sustentabilidade das operações.


Impactos estratégicos para seguradoras

A implementação da nova Lei de Seguros exige uma abordagem integrada entre:

  • governança corporativa

  • gestão de riscos

  • áreas atuariais

  • áreas jurídicas e de negócios

Empresas que tratam essa agenda apenas como ajuste jurídico tendem a reagir tardiamente às mudanças.

Já aquelas que incorporam a nova lei à estratégia conseguem antecipar riscos e fortalecer sua posição no mercado.


Conclusão

A Lei nº 15.040/2024 não representa apenas uma mudança normativa, mas uma transformação estrutural no setor segurador.

O desafio não está apenas na interpretação da norma, mas na capacidade das organizações de traduzir seus efeitos em decisões estratégicas e operacionais.

Nesse cenário, a adaptação à nova Lei de Seguros se torna um verdadeiro teste de maturidade institucional.


Sua seguradora está preparada para os impactos da nova Lei de Seguros?

Entre em contato com a BNR Governança e entenda como estruturar governança, gestão de riscos e compliance de forma integrada à nova agenda regulatória.


Bruna Oliveira

Governança, Riscos e Compliance | Setor Segurador

 
 
 

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Especialistas em blindagem regulatória para empresas reguladas. Fortalecendo a governança, antecipando riscos e protegendo a imagem institucional de quem decide.

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