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Não há mais espaço para o negacionismo climático: o papel do setor de seguros na adaptação às mudanças do clima

  • Foto do escritor: Bruna
    Bruna
  • 9 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 11 de jun. de 2025

As mudanças climáticas deixaram de ser uma previsão para o futuro, elas já estão impactando vidas, economias e cidades inteiras. Em 2024, eventos naturais extremos causaram perdas globais de US$ 368 bilhões, dos quais US$ 145 bilhões foram pagos em indenizações pelo setor de seguros. No Brasil, as trágicas enchentes no Rio Grande do Sul resultaram em R$ 6 bilhões em indenizações, além de R$ 4 bilhões cobertos pelo Seguro Rural.


Esses números escancaram uma nova realidade, "o risco climático deixou de ser exceção e passou a ser a regra". Dados da CNseg apontam que 94% dos municípios brasileiros decretaram situação de emergência ou calamidade por desastres naturais nos últimos dez anos. E esse cenário afeta diretamente o coração do setor segurador: seus modelos de precificação de risco, que passam a ser menos previsíveis e confiáveis.


Muito além da reparação: o seguro como instrumento de resiliência


Tradicionalmente, o seguro é visto como uma ferramenta de reparação de danos. Mas, diante da crise climática, seu papel deve ser ampliado: o setor precisa se tornar agente ativo na adaptação e resiliência da sociedade.


Um dos grandes desafios é a baixa penetração do seguro no Brasil. Enquanto na França 97% dos imóveis residenciais contam com cobertura contra danos climáticos, aqui esse índice é de apenas 15%. Essa lacuna expõe milhões de brasileiros à vulnerabilidade, especialmente os mais necessitados.


Propostas para um novo modelo de proteção climática


Diante desse cenário, a CNseg propôs um conjunto de medidas para ampliar o acesso ao seguro e fortalecer a resiliência do país frente às mudanças do clima. Entre elas:

  • Criação de um seguro social contra catástrofes, voltado às famílias vulneráveis;

  • Emissão de títulos verdes (green bonds) pelo Tesouro Nacional, que possam ser utilizados por seguradoras no financiamento de infraestrutura resiliente;

  • Ampliação do seguro rural, que atualmente cobre apenas 6% da área plantada no país. Estão em discussão com o Governo e o Congresso a criação de um fundo de estabilização e o aumento dos subsídios aos produtores.

 

O futuro exige ação, agora.


A crise climática é também uma crise de gestão de riscos. O setor de seguros tem um papel crucial em proteger vidas, patrimônios e a própria economia nacional. Ignorar esse papel ou adiar as mudanças estruturais necessárias, é contribuir para um futuro mais instável, desigual e vulnerável.

A hora de agir é agora. Porque não há mais espaço para o negacionismo climático. Nem para a inércia institucional.


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Nosso foco é ajudar empresas a fortalecer sua governança, antecipando riscos e valorizando sua imagem institucional.

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